30 de mai. de 2011

Termogênicos contribuem com o emagrecimento:

Os alimentos termogênicos são aqueles que quando passam pelo processo de digestão geram um gasto maior de energia, devido as suas propriedades, e por isso aceleram o metabolismo e de certa forma contribuem com o emagrecimento.

Porém é importante deixar claro que só consumir estes alimentos não vai adiantar, é preciso antes de mais nada ter uma alimentação adequada e praticar exercícios físicos!

Cito alguns que podem ajudar no seu processo de emagrecimento:

Café
Tem ação digestiva e diurética, combate a formação de gases e estimula o sistema nervoso central. A substância atinge níveis máximos de 15 a 45 minutos após a ingestão e permanece ativa no organismo de três a sete horas. Portanto, se não quiser passar a noite em claro, tome a última xícara do dia no lanche da tarde.

Gengibre
Também evita a flatulência e favorece a digestão. Mas nada de chupar bala de gengibre ou mastigar a raiz coberta de açúcar ou chocolate: as propriedades estão mais ativas na raiz fresca, que pode ser usada crua, ralada sobre a salada ou batida no liquidificador junto com o suco, refogada com legumes ou verduras ou como chá – basta ferver por três minutos um pedaço de 3 centímetros, coar e tomar em seguida.

Vinagre de maçã
Muito útil no tratamento da obesidade, ajuda na redução da circunferência abdominal.
Uma dica para potencializar esse efeito, você pode ingerir 1 ½ colher de sobremesa do vinagre dissolvido em 200 mL de água, duas vezes ao dia, pela manhã e antes do almoço.

Chá verde
Diminui a absorção de açúcar no sangue, a compulsão a carboidratos e acelera o trânsito intestinal. Para potencializar o efeito, tome uma xícara de cinco a dez minutos antes das refeições.

Laranja
A parte branca que recobre os gomos é rica em pectina, um tipo de fibra que estimula o intestino e evita a absorção de parte da gordura ingerida na refeição.

Pimenta vermelha
Aumenta a temperatura do corpo e acelera a circulação e o metabolismo em cerca de 20%.

É bom esclarecer que a ingestão exagerada destes alimentos pode ser prejudicial. Por isso é sempre importante consultar um nutricionista, que irá elaborar um cardápio individualizado, propondo a quantidade adequada de alimentos termogênicos que você poderá consumir.

19 de mai. de 2011

OS DEZ ALIMENTOS + SAUDÁVEIS DO MUNDO

O nutricionista e psicólogo americano Jonny Bowden, tem doutorado em nutrição pela Universidade Clayton em Saúde Natural e se dedica há mais de duas décadas à pesquisa dos alimentos e aqui enumera quais são os dez mais saudáveis do mundo e que deveriam fazer parte do nosso cardápio diário:

1- Sardinha: é rica em proteínas e possui minerais essenciais, como magnésio, ferro e selênio, que têm ação anti-cancerígena. Esse tipo de peixe também ajuda o organismo a liberar o mercúrio e tem altas concentrações de ômega 3, um tipo de gordura “boa”, essencial para o funcionamento do cérebro, do coração e para a redução da pressão arterial. As sardinhas são chamadas de “comida saudável em lata” por Bowden, que aconselha que sejam compradas as preservadas no próprio óleo ou em azeite, quando não puderem ser consumidas frescas.

2- Repolho: as folhas do vegetal contêm grandes concentrações de substâncias antioxidantes e anticancerígenas chamadas de indoles e sulforafanos. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, nos EUA, apontou que o sulforafano é a substância química encontrada em plantas que mais eleva o nível de enzimas anticancerígenas no organismo.

3- Folha de beterraba: geralmente jogada fora, é rica em vitaminas, minerais e antioxidantes. Contém carotenóides, pigmento natural dos vegetais que ajuda a proteger os olhos contra o envelhecimento. Bowden também afirma que a beterraba em si também é um dos alimentos mais ricos que existem. As folhas podem ser comidas cruas na salada ou refogadas, como espinafre.

4- Açaí: em suco ou misturado à comida, como é feito no norte do país, o açaí é uma das frutas com maior concentração de antioxidantes. Também é rica em gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, que são benéficas e auxiliam na redução do colesterol ruim e na prevenção de doenças cardíacas. Para Bowden, os brasileiros que não consomem a fruta freqüentemente desperdiçam a benção que a natureza lhes proporcionou.

5- Goiaba: rica em fibras, minerais e vitaminas. Também possui grandes quantidades de licopeno, o mais antioxidante entre todos os carotenóides. O licopeno auxilia na prevenção do câncer de próstata e reduz os riscos de surgimento de catarata e doenças cardiovasculares.

6- Cereja fresca: tem altas concentrações de antocianina, um antiinflamatório natural. Deve ser comida ao natural ou misturada com iogurte ou vitaminas.

7- Chocolate meio-amargo: rico em flavanóides, que diminuem a pressão sangüínea e promovem o bom funcionamento do sistema circulatório, tem altas concentrações de magnésio, um mineral importante para mais de 300 processos biológicos do organismo.

8-Oleaginosas: são as castanhas, as nozes e as amêndoas. Bowden afirma que todas trazem inúmeros benefícios, apesar do elevado teor calórico. Possuem muitos minerais, proteínas e altos níveis de ômega 3 e ômega 9.

9- Canela: ajuda a controlar o nível de açúcar e de colesterol no sangue, o que previne o risco de doenças cardíacas. Para usufruir dos benefícios da especiaria, basta polvilhar um pouco de canela em pó no café ou no cereal matinal.

10- Semente de abóbora: é uma grande fonte de magnésio. Esse mineral é tão importante, explica Bowden, que estudiosos franceses concluíram que homens com altas taxas de magnésio no sangue têm 40% menos chances de sofrer uma morte prematura do que aqueles com baixos índices. Para consumi-las, toste-as no forno e coma-as por inteiro, inclusive com a casca, que é rica em fibras.

11 de mai. de 2011

Dieta radical engorda!

Estudo realizado pelo New York-Presbyterian Hospital, comprova que o veto aos alimentos desrregula os hormônios do apetite e concluiu que não é só a saúde que sai prejudicada quando você embarca numa dieta radical. O emagrecimento, conseguido após dias de muita fome e restrição, também dura pouco.

Segundo o levantamento, dietas de baixas calorias podem causar um aumento de peso posterior.

Isso acontece porque os níveis de grelina (hormônio que aumenta a vontade de comer) aumentam após a dieta. Por outro lado, a leptina (hormônio que traz a sensação de saciedade) deixa de fazer efeito no organismo. Durante a pesquisa, 105 homens e mulheres que sofriam de sobrepeso passaram por uma dieta rigorosa, comendo apenas alimentos com poucas calorias durante oito semanas. Terminada a dieta, os indicadores de grelina, leptina, e insulina foram medidos durante seis meses.

Em média, os participantes do estudo tiveram uma queda de 5% no peso durante a dieta. Passados cinco meses, 49 pessoas mantiveram este número, enquanto 55 participantes ganharam 10% ou mais do peso que tinham perdido. Todos eles tinham níveis mais altos de grelina no sangue após o fim do experimento. Além do problema da volta do peso, pessoas que passam por mudanças drásticas na alimentação tiveram a sua produção de insulina alterada, o que pode agravar ou provocar um quadro de diabetes.

Todos os bons profissionais de saúde concordam: O acompanhamento profissional não pode ser dispensado numa dieta. Fazer uma alimentação balanceada, com todos os nutrientes, é essencial para manter o peso na faixa ideal e preservar a saúde.

Coma corretamente:

1. Variedade de alimentos: pratos coloridos são sinal de grande oferta de nutrientes.
2. Presença de fibras: encontradas principalmente nas frutas, nos legumes e nas verduras. Elas aumentam a saciedade.
3. Alimentação em horários regulares: os intervalos controlados evitam acessos de fome.

Dica!

Faça um diário alimentar, com as quantidades e horários em que você fez as refeições, é a melhor maneira de identificar onde estão seus erros. Anote tudo e, após uma semana, veja como é possível melhorar a sua alimentação, aumentando as porções de alimentos saudáveis.

6 de mai. de 2011

Alimentação da Criança no 1º ano

Depois de soprar a primeira velinha, é provável que seu filho fique mais interessado em aprender a andar do que em comer. Assim, seu interesse pela comida despenca. Ele está ocupado demais para desperdiçar um tempo enorme comendo. Mas isso é normal. O ritmo de crescimento da criança diminui no segundo ano e seu apetite acompanha essa queda. Não se preocupe. A gordura adicional que ela acumulou no primeiro ano serve de combustível para toda essa movimentação. No entanto, nessa idade elas precisam de energia para se manter de pé. Uma criança de um aninho pode ficar rapidamente sem combustível, tornando-se agitada e irritada. O ideal é que ela faça cinco ou seis pequenas refeições durante o dia, inclusive dois ou três lanches saudáveis. Alimente seu filho com pequenas porções, colocando mais comida no prato assim que ele terminar. Um prato muito cheio é um convite à desistência e à bagunça.

Sem tempo para comer...Como é difícil fazê-la parar. Cada mordida é uma vitória para uma criança nessa fase. As calorias em alimentos sem grande valor nutritivo, como biscoitos, doces e sucos, são um desperdício do tempo e do apetite da criança.

Ofereça alimentos nutritivos durante as refeições regulares, mas não force a criança a comer. Crianças pequenas que dizem o quanto basta, desenvolvem hábitos alimentares mais saudáveis depois de adultas. Cabe a você oferecer alimento saudável e atraente regularmente. Cabe a ela decidir se quer ou não comer.

Fazer com que se sente à mesa na hora das refeições, por menos que coma, é importante para ensiná-la a hora em que elas são servidas. Nessa idade, a criança adora comer à mesa, com a família. Este é o momento perfeito para que ela aprenda a se socializar e para você ensiná-la a comportar-se à mesa. Se a criança resistir ou começar a jogar a comida para fora do prato, é porque já está satisfeita. Deixe-a sentada, dê um livro para ver, mas não ofereça mais comida, pois isso inicia uma batalha na qual você jamais sairá vencedora.

A grande bagunça... Seu filho aprende muito quando "brinca" com a comida. Deixar a comida cair no chão, amassá-la entre os dedos e esfregá-la na mesa são maneiras de conhecer os alimentos e de aprender a gostar deles. Ele provavelmente ainda não sabe usar a colher direito. Não importa, dê-lhe uma colher. Nessa idade, a criança quer comer sozinha e você deve estimulá-la, por maior que seja a bagunça. Nessa fase, a criança também está aprendendo a usar o copo: mais uma vez, bagunça à vista! A melhor opção é aprender a conviver com a bagunça usando e vestindo materiais fáceis de limpar.

Dicas para as refeições... Se o seu filho só quiser comer macarrão, por exemplo, procure o nutricionista. Talvez seja necessário dar-lhe uma vitamina. Em geral, as crianças não precisam tomar vitaminas, mas se seu filho realmente se recusa a comer, a administração de uma vitamina talvez o faça se sentir melhor. Não dê vitaminas de adultos, elas podem ser tóxicas para crianças.

Comer no lugar certo... Criar bons hábitos alimentares é sinônimo de comer sempre no mesmo lugar, como o cadeirão, na cozinha. Não é sinônimo de comer na frente da televisão, no quarto ou andando pela casa. A criança que come andando corre o risco de engasgar.

27 de abr. de 2011

Fibras ajudam a emagrecer!

Elas estão ocultas na consistência crocante de uma cenoura e no sabor levemente adocicado de uma maçã. Na soja e na lentilha, aparecem aos montes. E ainda emprestam suas qualidades ao arroz integral, à aveia, à linhaça e às folhas. Diferentemente de micronutrientes como a vitamina C, que dá aos alimentos um toque cítrico, as fibras não alteram o sabor da comida — interferem muito mais na textura.

Você certamente já ouviu falar dos seus benefícios, especialmente para o bom funcionamento do intestino. Agora a ciência acaba de revelar outro megafavor que as fibras prestam à nossa saúde: ajudam a esvaziar pneus do abdômen. “Quanto maior o consumo de fibras, menor o acúmulo de gordura visceral, que fica entre o intestino e outros órgãos abdominais”, garante Jaimie Davis, professora do Departamento de Medicina Preventiva na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. A constatação vem de um estudo que ela acaba de apresentar na China, no I Congresso Internacional de Obesidade Abdominal.

Já Huaidong Du, cientista do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente, na Holanda, fez outro trabalho que confirma a relação entre as fibras e a circunferência abdominal. “Consumir mais de 10 gramas por dia durante um ano reduz um pouco menos de 1 centímetro de barriga”, conta. Essas são duas novíssimas evidências do elo entre o consumo de fibras e a eliminação do tecido adiposo — tanto aquele escondido entre os órgãos como o que impede que o botão da calça se feche. Para desvendar o complexo mecanismo por trás da redução da barriga, no entanto, é preciso entender todas as benfeitorias que elas realizam corpo adentro. A partir de agora, você abocanhará uma cenoura ou uma maçã com muito mais satisfação.

Acompanhe o raciocínio da nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg, do Hospital das Clínicas de São Paulo: “Pessoas que consomem mais alimentos ricos em fibras tendem a ingerir menos gorduras e calorias, o que leva a um controle do peso e, consequentemente, à redução da circunferência abdominal”. Mas a explicação — que provavelmente você já ouviu antes — não é a única para justificar o fato de elas murcharem os pneus...

...As fibras formam uma goma em contato com água e tornam a digestão mais lenta, fazendo com que o açúcar seja absorvido de maneira gradual. E por que isso é bom? Ora, se não fosse assim, o organismo produziria mais insulina, o hormônio que coloca a glicose dentro das células. E, em excesso, ele favorece o estoque de gordura na região do abdômen — sem falar que libera o caminho para que o diabete se instale.

Da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, vem a prova de que a versão solúvel é capaz, também, de melhorar o sistema imunológico. “As fibras solúveis transformam células de defesa pró-inflamatórias em anti-inflamatórias”, detalha Gregory Freund, professor de patologia da instituição. Há quem atribua essa ação a um tipo específico delas, as chamadas de prebióticas — como a inulina e os fruto-oligossacarídeos. “Elas estimulam o crescimento de bactérias benéficas na flora intestinal e bloqueiam a atividade dos micro-organismos danosos”, afirma Eline Soriano, da Associação Brasileira de Nutrologia.

14 de abr. de 2011

Benefícios do Chocolate

Diversos estudos demonstram que o cacau, matéria-prima do chocolate, pode trazer vários benefícios ao organismo, desde que consumido diariamente com moderação.

No entanto, os benefícios só ocorrem com o consumo do chocolate amargo, que possui o mais alto índice de cacau na sua composição e menor teor de gordura!

Pesquisas recentes indicam que o consumo de 6,3 gramas, + ou - 30 calorias, pode ajudar na queda da pressão arterial, sem alterar o peso ou as taxas de açúcar e gordura na circulação. O segredo estaria na alta concentração de certos flavonóides, como as catequinas, que elevam a produção de óxido nítrico, um vasodilatador natural.

Outra pesquisa, realizada na Universidade de Barcelona, se focou na ação do cacau no sistema imunológico. Os estudos em ratos jovens demonstraram um aumento nas células de defesa, guardiãs contra vírus e bactérias. Também há indícios de que o cacau protegeria os neurônios dos efeitos dos radicais livres.

Além disso, o chocolate amargo favorece o humor, pois contém substâncias que estabilizam as anandamidas, que produzem bem-estar, além de conter aminoácidos que são precursores da noradrenalina e da dopamina, que nos dão a sensação de andar nas nuvens!!!

4 de abr. de 2011

Vocabulário Feminino

Se eu tivesse que escolher uma palavra - apenas uma - para ser item
obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um
verbo de quatro sílabas: descomplicar. Depois de infinitas (e imensas)
conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com
mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos,
reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.
Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão
falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher
moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos
sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos
deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem
para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com
elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para
voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias
que já nos contamos mil vezes - isso, sim, faz bem para a pele. Para a
alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o
namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez
(desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma
boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário
duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e
silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes
por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa - e a
ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir,
contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os
próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é
preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não
há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher
mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do
nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste
atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela
amiga engraçada - faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós
mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo
todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos
e afins no banheiro feminino ou no consultório da nutricionista. Nas
mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias,
descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de
mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua
salada de alface e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que,
essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter
classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é
infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele
velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do
outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na
fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na
academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser
indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao
exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai
fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia
(quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard
Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E
recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos
relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o
para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra
perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,
inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe
perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a
esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é
tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não
arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são
mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são
mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina
o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a
tão sonhada felicidade fica muito mais possível.


Texto publicado por Leila Ferreira (escritora e jornalista).